quinta-feira, 27 de novembro de 2008

MARCHA DOS ABAJURES INDIGNADOS
Direção: Ricardo Chreem

Intervenção Urbana Imediata

O CONCEITO:
Série de performances ocupando o espaço público, baseado no conceito antropológico de intervenção institucional, onde um elemento pode interferir no conceito de outros.

A PROPOSTA:
A marcha dos abajures indignados, propõe uma performance de longa duração, através de sucessivas performances com o mesmo formato, em vários locais do Rio de Janeiro. Tenta abordar o quanto somos peças decorativas na paisagem, e o quanto essa imobilidade determina os acontecimentos. A proposta é intervir no espaço urbano através de metáforas, abrindo acesso a perguntas que fazem parte do nosso cotidiano e de nossa cultura.

Utiliza imagens surrealistas e bom humor, para criar uma uma estranheza, e assim uma ruptura com o habitual. A marcha dos abajures é uma marcha silenciosa, pacífica e sem legenda. A interpretação fica a cargo de quem observa.

O OBJETIVO:
A marcha tem como objetivo criar um questionamento que nos faça sair do papel passivo dos abajures apáticos criando espaço para o incorporarmos como abajures pró-ativos.

QUANDO E ONDE:
12/12/2008 – 6ª feira 21hs – Casa de Cultura Laura Alvim: 22.30h e no Baixo Gávea , próximo ao Braseiro da Gávea.

QUEM DIRIGE:
Ricardo Chreem é diretor, artista plastico e ator. Realizou diversas performances ao longo de sua carreira; Desde as antológicas performances nos banheiros da extinta “Dr Smith” às experimentações poético-performáticas no CEP 20.000, onde estourava bexigas gigantes cheias de farinhas. Ou ainda no mesmo Sergio Porto, onde realizou o Solo Performance “Dias mais Dias menos”, onde interagia com 2 hamsters em cena.

Veja currículo e obras no site:
http://www.ricardochreem.com.br/

Maiores informações sobre a Marcha dos Abajures Indignados:
http://www.marchadosabajures.blogspot.com/


"Sejam bem-vindos a MARCHA DOS ABAJURES INDIGNADOS,
uma marcha onde a peça mais surrealista é você mesmo, esteja na platéia ou em marcha. Se você se sente transparente, onde sua contribuição não parece ser notada...

Se, muitas vezes, você se sente como uma peça decorativa no contexto... se você esta acha que deve se encaixar entre o sofá e a mesa de centro ou combinar com a cor da cortina e o tapete da sala: seja bem vindo a marcha dos abajures indignados.

Uma peça decorativa não se expressa, não reclama, nada exige... um abajur, quando se sente lesado, permanece paradinho ao lado da mesa de centro como se nada.

Se você alem de boquiaberto fica paralisado e impassivel na hora do telejornal, não duvide, você é mais um que se transformou em um abajur.

Esse país é formado por milhões de abajures. A maioria deles imóveis. Até que ponto essa imobilidade determina os acontecimentos?

Não queremos propor a mágica da transformação. Você continuará sendo um abajur, não se iluda, mas um abajur que ao menos se manifesta, que não se resigna a cumprir um papel, a menos que tenha sido, conscientemente, escolhido por você mesmo.

Nós, abajures unidos, queremos luz. A marcha dos abajures é uma marcha silenciosa, pacífica e sem legenda. Apesar de estar aqui como um abajur falante, não há explicação didática. Cada um entenda como quiser.

A proposta é sair do papel passivo dos abajures apáticos e cair nas ruas como abajures pró-ativos, que expõe a sua cara a tapa, ou melhor sua cúpula a tapa.

Com várias possibilidades de interpretação, a idéia é jogar luz por sob essas cúpulas, e assim iluminar as cabeças dos que vêm e dos que marcham".

Ricardo Chreem - dezembro de 2008
http://www.ricardochreem.com.br/


Modo da operação :
- 25 integrantes fazem parte da primeira marcha.
- 1 microfone sem fio e um mini jukebox sem fio para amplificar o microfone.
- 2 ou 3 pontos de ação, previamente escolhidos, na cidade.
- 1 cinegrafista e 1 fotógrafo.
Divulgação das datas de interferência, das fotos e vídeos, através do BLOG
http://marchadosabajures.blogspot.com/

E-mail:
marchadosabajures@gmail.com